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03 de Abril de 2025, 19h:44 A- A+

Destaque / POLÊMICA DO R$ 1

Suposta proposta do BTG Pactual seria estratégia para desvalorizar ativo e criar vantagem em negociações

A alegação, que circulou com força nos bastidores do mercado e na imprensa, foi desmentida oficialmente em comunicado à CVM

DA REDAÇÃO

BTG Pactual, banco de investimentos liderado por André Esteves, se viu novamente no centro de um furacão midiático após rumores de que teria feito uma proposta simbólica de R$1 pela compra do Banco Master. A alegação, que circulou com força nos bastidores do mercado e na imprensa, foi desmentida oficialmente em comunicado à CVM. Mas os efeitos desse boato ecoaram além do desmentido.

BTG nega proposta, mas mantém interesse em ativos do Banco Master

No documento assinado pelo diretor de Relações com Investidores, Renato Cohn, o BTG Pactual afirma que “nunca fez proposta para aquisição de ativos ou de participação no capital social do Banco Master”. A instituição destaca ainda que monitora constantemente oportunidades de consolidação que gerem valor aos seus acionistas — reforçando seu protagonismo no mercado. Contudo, após o anúncio oficial da compra do Banco Master pelo BRB por R$ 3,5 bi, a narrativa da suposta oferta de R$1 levantou suspeitas no mercado. Afinal, como justificar uma diferença tão gritante entre valores? Especialistas apontam que essa sequência de fatos pode ter sido uma estratégia clássica: espalhar rumores para desvalorizar o ativo e criar vantagem em negociações paralelas.

A estratégia do R$ 1: negada, mas eficaz?

De acordo com análise presente no documento “BTG e a Estratégia do R$1 que Nunca Existiu”, trata-se de uma jogada digna de Wall Street: criar ruído para influenciar percepções e, com isso, os preços. O texto sugere que, mesmo negando a proposta, o BTG teria interesse em partes do Master que não foram incluídas na transação com o BRB — como a carteira de precatórios. Além disso, há questionamentos sobre o papel da mídia. Colunas como a de Lauro Jardim, que deram voz ao boato do R$1, levantam dúvidas sobre quem se beneficia com a propagação dessas informações. Seriam jornalistas fontes confiáveis ou peças no xadrez estratégico de grandes bancos?

André Esteves e o controle da narrativa

André Esteves, chairman do BTG Pactual, é conhecido por sua habilidade estratégica e influência nos bastidores do mercado financeiro. Esse episódio reforça a tese de que, mais do que ativos, quem controla a narrativa pode controlar o preço. Enquanto o banco nega a existência de qualquer proposta pelo Banco Master, o caso ilustra como o mercado pode ser manipulado por percepções e rumores — e como gigantes como o BTG sabem operar nesse terreno com maestria.

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