BRUNO BUCIS
DO METRÓPOLES
A inglesa Kelly Bawcombe, de 39 anos, ignorou os primeiros sinais de um câncer de mama raro e agressivo. Por não desconfiar que a doença poderia acometer pessoas jovens como ela, Kelly acreditou que o caroço do tamanho de uma semente de uva que apareceu na axila dela era apenas um gânglio inchado.
A jovem mãe achou que o caroço era consequência de uma “gripezinha”, que teria aumentado os linfonodos, e decidiu apenas tomar algumas vitaminas para se fortalecer.
“Decidi tomar um pouco de vitamina C e vitamina D para o caso de estar doente. Achei que o inchaço iria simplesmente sumir. Duas semanas depois cresceu até ficar do tamanho de uma bola de gude”, lembrou Kelly, em entrevista ao jornal Daily Mail.
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O crescimento do caroço levou Kelly a buscar uma avaliação médica. Dois dias depois da consulta, veio a confirmação de que ela tinha um câncer de mama particularmente raro e agressivo, o triplo negativo.
Subtipo agressivo
O câncer de mama tem quatro subtipos, mas apenas três podem ser identificados em exames laboratoriais. São os que reagem à exposição aos diferentes hormônios femininos.
O tipo dela é o mais raro: corresponde a apenas 10% dos diagnósticos de câncer de mama. Não se sabe as causas para o surgimento do subtipo triplo negativo, mas já é aceito que fatores genéticos estão relacionados ao surgimento da doença.
A família de Kelly, no entanto, não tinha histórico de câncer de mama, que justificasse uma maior preocupação dela com a doença.
O câncer que ela teve é mais comum em mulheres jovens e progride rápido. Kelly já passou por três ciclos de quimioterapia e radioterapia e deve iniciar um tratamento de imunoterapia para combater o tumor.
“Estou me aproximando de um estágio onde não será mais possível viver sem o câncer, mas quero me manter viva o quanto puder, controlando os sintomas para poder ver a minha filha crescer”, afirma.