PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO
Quatro dias após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, utilizou suas redes sociais para anunciar o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência, previsto para 4 de abril. O gesto, já considerado oportunista por alguns aliados de Bolsonaro, gerou forte reação dentro do núcleo duro do bolsonarismo.
O ato de lançamento da pré-candidatura de Caiado está marcado para abril e será realizado no Centro de Convenções de Salvador, na Bahia, com capacidade para 20 mil pessoas. O evento contará com a presença de figuras importantes, como o vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, e o prefeito de Salvador, Bruno Reis, que serão os anfitriões da festa. Durante a solenidade, Caiado será agraciado com o título de cidadão honorário da Bahia, reconhecimento proposto por Reis quando ainda era deputado estadual, o que reforça sua estratégia de aproximar-se do eleitorado baiano e consolidar sua base para a disputa presidencial.
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Apesar de ter deixado claro o desejo de se posicionar como representante da direita e, de certa forma, de herdar o legado bolsonarista, Caiado não esconde os atritos que vem acumulando com o ex-presidente desde 2020. Enquanto a pauta do lançamento reforça sua ambição de ocupar um espaço de destaque na corrida presidencial, o cenário interno da direita se mostra ainda mais complexo.
Entre os governadores que se apresentam como presidenciáveis, o nome que mais agrada Bolsonaro atualmente é o do paranaense Ratinho Júnior (PSD). No entanto, esse quadro pode sofrer alterações se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidir entrar na disputa, potencialmente redefinindo as alianças e as preferências dentro do espectro político conservador.
Enquanto Ronaldo Caiado já anunciou seu evento de pré-candidatura à Presidência, Ratinho Júnior mantém uma postura mais cautelosa. O governador do Paraná, que havia demonstrado interesse em apresentar um projeto nacional e de sucessão ainda no primeiro semestre deste ano, opta por não "queimar a largada" por ora, de acordo com informações de seus aliados.
Essa postura prudente reflete a expectativa de que, caso a inelegibilidade de Jair Bolsonaro seja mantida, Ratinho possa ser considerado tanto para substituir o ex-presidente quanto para integrar uma chapa, possivelmente ao lado de algum membro da família, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Recentemente, os elogios de Bolsonaro ao paranaense têm reforçado sua posição no cenário político.