PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO
Na manhã desta sexta-feira (28), a Polícia Civil de Mato Grosso, por intermédio da Delegacia de Sorriso, deflagrou a Operação Unfollow, dentro do programa Tolerância Zero, iniciativa do Governo, com o objetivo de desarticular a atuação de um influenciador digital identificado como membro de uma facção criminosa. O investigado utilizava redes sociais para cometer e promover diversos crimes.
Ao todo foram cumpridos seis mandados judiciais, sendo um de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Criminal de Sinop. Todas as ordens foram executadas no município de Sorriso.Na residência do influenciador, a polícia apreendeu diversas porções de entorpecentes, uma balança de precisão e um rádio comunicador, ferramenta comumente utilizada por membros de facções.
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Reprodução: PJC-MT
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De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, as investigações começaram após a a equipe de policiais civis identificar um perfil no Instagram que divulgava conteúdos relacionados às atividades da facção. O suspeito promovia pelo menos três tipos de crimes: tráfico de drogas, extorsão contra comerciantes e enaltecimento do grupo criminoso.
Vida dupla e prisão em flagrante
O suspeito e um comparsa foram presos em flagrante ao chegarem em casa após uma festa, possivelmente realizada com outros integrantes da facção criminosa.
Segundo as investigações, o influenciador levava uma vida dupla: em um perfil no Instagram, promovia empresas locais e participava de programas de televisão; no outro, divulgava conteúdos criminosos e ostentava ligação com a organização criminosa, onde era conhecido pelo apelido de "Trem Bala".
Para evitar ser identificado, ele costumava ocultar o rosto nas publicações relacionadas à facção. No entanto, as investigações da Polícia Civil conseguiram reunir provas suficientes para revelar sua identidade e suas atividades ilícitas.
Extorsão
Também foi identificado que o indivíduo utilizava seus perfis de rede social para ameaçar os comerciantes, forçando empresários a realizar pagamentos periódicos aos criminosos, sob pena de terem seus comércios destruídos ou até de morte.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Bruno França, não resta dúvida a respeito da identidade do suspeito, da quantidade de crimes que comete de forma endêmica e de suas gravidades.
Através das postagens ficou evidente, que o investigado não fazia questão alguma de esconder que integra a facção criminosa e até utilizando um antigo prostíbulo da cidade como ponto de apoio estrutural para as suas atividades criminosas e para realização de festas, frequentadas somente por membros ativos da facção.
“As publicações demonstram que ele aparentemente tem orgulho de integrar organização criminosa, fazendo fotos ao lado de outros membros do grupo, postando regras e informativos da facção e incentivando a guerra entre grupos rivais”, disse o delegado.