ELISA RIBEIRO
DA REDAÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na tarde desta terça-feira (25) com a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Na ocasião, comunicou a ela a substituição na titularidade da pasta, que passará a ser ocupada pelo atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a partir da posse marcada para dia 6 de março.
O presidente agradeceu à ministra pelo trabalho e dedicação à frente do ministério. A reunião entre Lula, Nísia e Padilha para oficializar a troca ministerial ocorreu na tarde desta terça.
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Desde o início do governo, Nísia tem sudo criticada pelos congressistas, integrantes do governo e pelo próprio presidente Lula. O petista a cobrava em função da falta de uma marca forte na gestão da pasta, como foram o Mais Médicos e o Farmácia Popular, em administrações anteriores do petista. Além disso, avaliou que faltava força para gerir crises da área.
Com a popularidade do presidente em baixa, também pesou a pressão do Centrão por mais ministérios. O da Saúde era um dos mais almejados por causa da visibilidade e do Orçamento – R$ 239,7 bilhões só neste ano. Na disputa, Lula optou por manter o PT à frente da pasta por seu fator “social”, especialmente com a proximidade das eleições.
A iniciativa integra uma estratégia de fortalecimento da indústria brasileira, para dar autonomia e buscar novas soluções para o Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é atender a população elegível pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) entre 2026 e 2027, que contempla a população de dois anos a 59 anos.
O investimento total na parceria é de R$ 1,26 bilhão, com auxílio do Novo PAC. Também estão previstos R$ 68 milhões para aplicar em estudos para ampliar a faixa etária alcançada e avaliar a possibilidade de coadministração com a vacina contra a chikungunya.
Padilha tem experiência à frente da Saúde
Médico infectologista, Padilha foi titular do Ministério da Saúde entre janeiro de 2011 a fevereiro de 2014, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Na época, ele deixou o cargo para concorrer ao governo de São Paulo nas eleições de 2014. Ele ficou em terceiro lugar na disputa, que teve o hoje vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como vitorioso.
O nome de Alexandre Padilha foi defendido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seu amigo de longa data. Padilha atuou como secretário municipal de Saúde de 2015 a 2017, durante a gestão de Haddad na Prefeitura de São Paulo. A escolha de Lula também foi interpretada como uma vitória para Haddad.
O chefe da equipe econômica do governo “venceu” o ministro Rui Costa (Casa Civil), que buscava emplacar outros nomes para a pasta - entre eles o de Arthur Chiodi, que foi sucessor de Padilha na saúde na época de Dilma Rousseff. O ex-ministro também preferiu permanecer como presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Quem fica no lugar de Alexandre Padilha
Diversos nomes são cotados para substituir Alexandre Padilha. Entre as sugestões do Centrão, estão o líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões (AL), e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PB).