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Nova Esperança 1: quase quatro décadas de luta entre promessas e negligência

Moradores do bairro convidam o prefeito Abilio Brunini para uma visita e conhecer de perto a realidade na região, em vez de se apoiar apenas em informações transmitidas pela televisão ou em relatos indiretos

PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO

Bairro Nova Esperança 1, em Cuiabá, conhecido pelos moradores como "Terra Prometida", que carrega uma trajetória de quase quatro décadas marcada pela luta por moradia e infraestrutura. Surgido como uma ocupação, o bairro se consolidou ao longo dos anos, tornando-se uma das comunidades mais tradicionais da capital mato-grossense.

Apesar do legado e do ambiente acolhedor, a “Terra Prometida” transformou suas esperanças em promessas não cumpridas. Desde o início da gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) no Palácio Alencastro, os moradores afirmam que não houve o diálogo necessário para entender e atender às reais necessidades da comunidade. Ruas sem pavimentação, esgoto a céu aberto, iluminação precária e falhas nos serviços essenciais compõem o cotidiano dos moradores.

A situação se agrava com as recentes chuvas intensas, que transformaram as vias em trechos lamacentos e intransitáveis. “Esses dias, uma senhora teve dificuldade de caminhar na rua por causa do barro escorregadio”, relata Jaqueline do Nascimento, moradora e proprietária de uma residência na região, ressaltando os transtornos causados pelas condições climáticas adversas.

Mesmo com inúmeras solicitações e ações de lideranças locais, a realidade não apresenta melhorias significativas. Em um trecho do bairro, por exemplo, 11 postes permanecem sem iluminação, e a falta de manutenção tem permitido que a vegetação invada as vias, dificultando a mobilidade dos moradores e prejudicando a qualidade de vida da comunidade.

A crítica de Jaqueline ecoa o sentimento de abandono: “É um descaso mesmo, muito grande descaso com a comunidade do Nova Esperança. Temos rede de esgoto a céu aberto, falta de pavimentação… lutamos para pelo menos passar o patrolamento, sabendo que não resolve, mas pode amenizar a situação.”

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Para a moradora, o bairro seria valorizado se o prefeito Abilio Brunini visitasse a região e conhecesse de perto a realidade dos moradores, em vez de se apoiar apenas em informações transmitidas pela televisão ou em relatos indiretos.

Além dos problemas de infraestrutura, a comunidade aponta a situação precária da escola municipal local, que, em vez de ser um ambiente adequado para a educação, tornou-se um foco para a proliferação de mosquitos devido à falta de manutenção. “É revoltante. Nossos filhos estudam em um ambiente insalubre, enquanto as promessas de melhorias nunca se concretizam”, lamenta Lúcia Helena, moradora há mais de 20 anos, que destaca a presença de uma poça de água sob o pé de manga, favorecendo a proliferação de insetos e colocando em risco a saúde dos alunos e funcionários.

A crítica se estende à gestão dos espaços públicos. “O prefeito manda os moradores a cuidarem do ‘quintal’ de suas casas, mas cabe questionar: a atual administração tem zelado pela manutenção dos espaços públicos sob sua responsabilidade? Não é aceitável que os cidadãos tenham que organizar mutirões para limpar praças, quadras esportivas e avenidas”, conclui Jaqueline.

Com 90 dias já transcorridos na gestão de Abilio Brunini, a comunidade do Nova Esperança 1 espera que, finalmente, as promessas de melhorias se transformem em ações concretas, valorizando a rica história e o dia a dia dos moradores dessa tradicional “Terra Prometida”.

Assista o vídeo que retrata a situação das ruas do bairro:

 

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