PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO
Nesta quarta-feira (26), o Ministério Público do Estado (MPE) denunciou a acusada Nataly Helen Martins Pereira pelos crimes de feminicídio, tentativa de aborto, subtração de recém-nascido, ocultação de cadáver, fraude processual e falsificação de documentos. No dia 12 de março deste ano Nataly matou a gestante E. B. A.S., de 16 anos, para roubar seu bebê. A denúncia agora segue para análise da Justiça.
De acordo com a denúncia, a acusada atraiu a adolescente com a promessa de doar roupas para a bebê. No local, imobilizou e asfixiou a vítima, realizando uma cesárea improvisada enquanto a adolescente ainda estava viva e sem anestesia. Em seguida, ocultou o corpo da jovem enterrando-o no quintal de sua casa.
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Após o crime, Nataly levou a recém-nascida ao hospital alegando ser a mãe, mas exames médicos comprovaram que ela não havia dado à luz. Além disso, a denunciada limpou a cena do crime, usou o celular da vítima para enviar mensagens falsas aos familiares e forjou um exame de gravidez para sustentar a farsa.
De acordo com o promotor de Justiça Rinaldo Reis, o crime configura feminicídio, pois Nataly tratou a vítima "como um mero objeto reprodutor", monitorando sua gravidez por meses até o momento de se apropriar violentamente da criança.
As investigações revelaram que a acusada, mãe de três meninos e impossibilitada de engravidar após uma laqueadura, desejava ter uma filha e procurou gestantes de meninas em grupos de WhatsApp para atrair uma vítima.