ELISA RIBEIRO
DA REDAÇÃO
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), rebateu as recentes críticas do presidente francês Emmanuel Macron sobre o meio ambiente no Brasil com dados contundentes. Há suspeitas de que as críticas mascarem protecionismo comercial contra a competitividade brasileira.
“Enquanto a Europa desmatou 99% de suas florestas originais, Mato Grosso mantém 60% de seu território preservado e ainda alimenta o mundo”, disse Mendes.
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O governador mato-grossense foi direto: “Macron deveria olhar para seu próprio quintal antes de criticar o Brasil”.
Mendes destacou que seu estado é o maior produtor nacional de soja, milho e algodão e preserva uma área equivalente a três vezes o território da França em vegetação nativa. “Nossos produtores usam apenas 9% do território para lavouras. Será que a França pode mostrar números parecidos?”, questionou o governador, referindo-se ao intenso uso do solo europeu após séculos de exploração.
Enquanto Macron prega lições de sustentabilidade, Mauro Mendes coloca números na mesa: “Aqui fazemos o que a Europa só fala: produzir e preservar. O resto é narrativa”. O duelo entre os dois líderes revela a guerra comercial por trás do discurso ambiental.
Mendes foi categórico: “Não aceitaremos sermos penalizados por quem já destruiu seu próprio meio ambiente. Nosso modelo é o mais sustentável do planeta”.
Estudos comprovam que Mato Grosso aumentou a produção em 300% nas últimas décadas enquanto reduziu o desmatamento em 89.
Enquanto a União Europeia importa 40% de seus alimentos, Mato Grosso:
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Produz 30% da soja brasileira
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Mantém 28% do Cerrado preservado
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Possui 60% da Amazônia mato-grossense intacta
A declaração acirra o debate sobre quem realmente pratica sustentabilidade na produção de alimentos.
“Eles falam em sustentabilidade, mas compram nossa soja sustentável. É hipocrisia pura”, disparou Mendes, lembrando que a França é uma das principais importadoras de commodities do estado.
O embate ocorre em um momento delicado:
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A UE aprovou novas regras contra importações ligadas a desmatamento
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Macron ameaçou barrar o acordo Mercosul-UE
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Produtores brasileiros temem retaliações comerciais