PAULA VALÉRIA
DA REDAÇÃO
Na última quarta-feira (2), o desembargador Rui Ramos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do agricultor R. G., filho do ex-presidente da Aprosoja-MT, e manteve a prisão decretada por descumprimento de medidas protetivas e perseguição à ex-companheira. Ele havia sido detido na segunda-feira (31), em São Paulo.
A ordem partiu da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, após constatação de que o acusado continuava ameaçando a vítima por meio de ligações, mensagens eletrônicas e vigilância nos locais por ela frequentados.
A defesa do agricultor argumentou que a prisão seria desnecessária e que ele poderia responder ao processo em liberdade, com o cumprimento de medidas cautelares.
O magistrado, no entanto, entendeu que a prisão é essencial para garantir a segurança da vítima e a ordem pública. “Os registros telefônicos e mensagens eletrônicas demonstram o completo descaso do réu às determinações judiciais, além de indicarem sua periculosidade, sobretudo por já haver outras duas medidas protetivas em vigor em favor da mesma vítima”, destacou o desembargador em sua decisão.
Galvan segue preso na Cadeia Pública de Piracicaba (SP), à disposição da Justiça.